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Corumbá: Conheça a história da capital pantaneira

Entenda os eventos que marcaram a formação de Corumbá e quais são os pontos turísticos…

Por Marketing

18/07/2023 16:00 Atualizado em 24/07/2024 13:56 | 11 minutos de leitura

Entenda os eventos que marcaram a formação de Corumbá e quais são os pontos turísticos que contam essa história

 

Quem nunca pensou em visitar Corumbá (MS), provavelmente não ouviu falar sobre os biomas, belezas, gastronomia e histórias que envolvem a capital do Pantanal. Corumbá fica na divisa entre Mato Grosso do Sul e Bolívia, sendo também fortemente influenciada pelos costumes e tradições do país vizinho. Além de ser uma das cidades mais antigas do Estado, também é a terceira cidade mais populosa e relevante. Afinal, sabe aquelas belezas pantaneiras mostradas em fotos, vídeos, filmes e postagens? Grande parte são dessa cidade que é um excelente destino de viagem.

Corumbá é o local perfeito para turistas que amam explorar a diversidade natural do Brasil e vivenciar a história por trás de cada ponto turístico, cada detalhe. Também conhecida como Cidade Branco, Corumbá é repleta de histórias, que podem ser identificadas em casarões antigos, monumentos, museus e mirantes, como o São Felipe, que possibilita a visualização de toda a cidade, do rio Pantanal e do Paraguai. O contexto em que a cidade foi criada foi marcado por guerras, invasões e conquistas que deixam seu rastro na cultura atual. Separamos os principais eventos e acontecimentos para te deixar a par dessa história tão interessante!

Resumo da história corumbaense

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Quando os portugueses chegaram a Corumbá em 1524, a cidade já era povoada por indígenas. A chegada dos europeus era motivada por uma busca por metais preciosos e logo após os portugueses, em 1537 os espanhóis demonstraram seu interesse por ir até o local e explorar as terras em busca de ouro. Toda a cultura corumbaense foi se formando e sendo assimilada pelos habitantes locais enquanto índios e europeus disputavam as terras. Em 21 de setembro de 1778 a cidade foi oficialmente formada, mas a cultura que conhecemos hoje se formou depois de guerras que modificaram todos os seus costumes, crenças e até mesmo a arquitetura e paisagem de Corumbá.

O primeiro nome dado a cidade pantaneira foi Arraial de Nossa Senhora da Conceição de Albuquerque e após a conquista da autonomia política, mais de 300 anos após a fundação, o local passou a ter o nome que hoje conhecemos, Corumbá. O cenário corumbaense também foi marcado por batalhas com os países vizinhos, principalmente na conhecida fronteira entre Brasil e Bolívia. Esses embates levaram parte da cidade à destruição e foi necessário um forte movimento de reconstrução para criar o ambiente que você pode visitar atualmente, repleto de história e pontos turísticos incríveis.

Conheça cada detalhe sobre a História de Corumbá

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Forte Coimbra (Foto: Defesa Aérea e Naval)

Corumbá é um nome de origem tupi-guarani, que significa “lugar distante”, essa foi a denominação final, depois das que ocorreram ao longo da história. Outro nome dado ao local foi Arraial de Nossa Senhora da Conceição de Albuquerque, mantido até a vila crescer um pouco mais ao sul pantaneiro e ser um ambiente de destaque na área militar. Ao se tornar um povoado, o explorador de terras português Aleixo Garcia viajou para a região de Corumbá, chegando ao Rio Paraguai ou Rio Miranda em 1524.

Como dissemos anteriormente, o que atraiu os portugueses para o local era a presença de pedras e metais preciosos, que até então estavam sendo usados como ornamentos pelos indígenas que já habitavam a região. Essa disputa gerou conflitos entre os dois povos. Mesmo assim, o interesse europeu nas terras pantaneiras tornou-se uma realidade comum, já que poucos anos depois, em 1537 e 1538, dois espanhóis seguiram viagem pelo Rio Paraguai em busca de ouro. Nesta viagem, dominaram Puerto de los Reyes, também conhecido como a lagoa Gaíva.

A capital pantaneira se formou oficialmente em 1778 e tornou-se o principal entreposto comercial na região. Com esse título, a passagem de barcos pelo Rio Paraguai foi liberada para as transações comerciais. Essa liberação contribuiu para que entre os anos de 1864 e 1870, Corumbá fosse palco para uma das maiores batalhas durante a Guerra do Paraguai. Nessa época foi ocupada e praticamente destruída pelas de Solano Lopez.

Após a Guerra do Paraguai, a cidade foi retomada e começou a ser reconstruída, logo novos imigrantes europeus e povos da América do Sul foram chegando ao local para apoiar e impulsionar o desenvolvimento econômico de Corumbá. Essa chegada fez com que a capital abrigasse o terceiro maior porto de toda a América Latina.

No início do século XX, com a construção da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, o eixo comercial do Brasil mudou do Mato Grosso do Sul para Campo Grande, logo houve uma ênfase nas atividades agropecuárias, rurais e de extração de minerais em Corumbá. Como a cidade já era beneficiada pelo bioma e até hoje é conhecida como o “santuário ecológico” do Pantanal. Assim, todo o turismo e principalmente o ecoturismo pantaneiro pela cidade de Corumbá começou no fim dos anos 70, quando a cidade foi revitalizada e as construções históricas restauradas.

Como Corumbá é vista atualmente

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Depois de conquistas que vão muito além de um nome, mas de uma cultura e tradição única e rica em história, não é à toa que Corumbá é vista como capital do Pantanal. Além disso é um destino atrativo para pessoas de todos os cantos do Brasil e do mundo, visto que metade do bioma pantaneiro fica na cidade e ressalta o que a natureza brasileira tem de melhor.

Um clima tropical, animais e vegetação rica são alguns dos convites que chamam atenção dos turistas, mas ao conhecer a história envolvida em Corumbá, a viagem fica ainda mais empolgante e marcante. O turismo local conta com passeios de barco, visitas a museus, construções antigas, igrejas e uma arquitetura ímpar. Outra atividade que faz Corumbá ser tão conhecida é a pesca local, que também proporciona uma riqueza gastronômica à região, com diversas espécies de peixes e receitas que levam principalmente o pacú e a piranha.

Além dos pontos turísticos, atividades e atrações, Corumbá conta com um amplo calendário de eventos, para entreter todos os visitantes e moradores, sempre com uma boa dose de história. Alguns dos eventos mais comuns na cidade são: São João, Carnaval e Festival Pantanal das águas. Com tantas opções de passeio fica difícil não querer colocar Corumbá em seu próximo roteiro de viagem, né?

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Pontos turísticos e históricos em Corumbá

Tem forma melhor de compreender a cultura de uma cidade do que visitar o local e todos os lugares, estruturas, paisagens e construções que contam histórias? Confira uma lista com os 10 principais pontos turísticos que vão te ajudar a entender e conhecer melhor a história de Corumbá durante sua viagem pela cidade.

1 – Cristo Rei do Pantanal

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O Cristo Rei do Pantanal é um dos principais pontos turísticos da cidade, localizado na parte alta da cidade, no Morro do Cruzeiro. Devido à altura, é possível observar as belezas naturais e paisagens históricas de Corumbá. Se você planeja colocar esse ponto em seu roteiro de viagem, vale visitá-lo no fim da tarde e aproveitar uma das vistas mais bonitas do Pantanal, o pôr-do-sol. Vale lembrar que todo o trajeto até o topo do morro é atrativo, com a presença de esculturas exclusivas da artesã Izulina Xavier.

2 – Casario do Porto Geral de Corumbá

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O Casario do Porto Geral de Corumbá é um dos cartões postais mais procurados pelos turistas em Corumbá e evidencia muito a história local. O ambiente conta com construções arquitetônicas do antigo comércio da cidade, quando Corumbá abrigava o 3° maior porto da América Latina. Atualmente, nesses casarões ficam lojas de artesanato, agências de publicidade e marketing, comércios e bares.

3 – Artizu

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Boa parte do artesanato da Izulina Xavier, feito em pó de pedra e concreto, entalhes de madeira e cerâmica ficam no Atizu. Lá é possível encontrar imagens de santos, como São Francisco de Assis do Pantanal e Cristo Rei do Pantanal. Para quem gosta de arte, vale a visita.

4 – Forte Junqueira

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O Forte Junqueira fica em uma área privilegiada de Corumbá e foi construído em 1871, logo após a Guerra do Paraguai. Além da ótima localização, possui uma vista da natureza pantaneira e Rio Paraguai que é de tirar o fôlego. No forte, você encontra 12 canhões fabricados em 1872, paredes de calcário com cerca de 3 metros de espessura. Se você deseja conhecer esse ponto turístico é necessário conseguir uma autorização da prefeitura local, já que ele fica dentro do 17° Batalhão de Caçadores.

5 – Praça da Independência

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A Praça da Independência foi oficialmente inaugurada em 1917, com 4 esculturas feitas em pedra de mármore de Carrara, que representam as 4 estações do ano. As pedras foram doadas por um conde italiano que visitava o Pantanal para caçar. Também nessa praça está um coreto em forma octogonal e um mosaico de calçamento vindos da Alemanha.

6 – ILA – Instituto Luiz de Albuquerque

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Construído em 1871, o Instituto Luiz de Albuquerque é uma homenagem ao fundador de Corumbá. Em 1978, foi sede do Instituto Luiz de Albuquerque, Centro Regional de Pesquisa e Cultura. Em 1997, o local tornou-se a Casa da Cultura e atualmente também é sede da Superintendência Municipal de Cultura.

7 – Muhpan: Museu da História do Pantanal

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Provavelmente o Muhpan seja o ponto turístico mais histórico do Pantanal, já que o museu foi construído em 2008, em um antigo casarão do comércio fluvial de Corumbá. Neste museu, é possível encontrar um grande acervo que mostra como se deu a formação do povo pantaneiro. Lá a história é contada por meio de tecnologias, que possibilitam uma viagem lúdica em oito mil anos de história. O roteiro dessa viagem passa pelo povoamento indígena, a chegada dos imigrantes e colonização, pelo período do grande comércio fluvial e início das ferrovias locais. É por isso que essa atração não pode ficar de fora da sua visita ao Pantanal!

8 – Igreja Nossa Senhora da Candelária

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A Igreja Nossa Senhora da Candelária foi criada no ano de 1885 e está localizada no bairro central de Corumbá. A estrutura recebeu reconhecimento como um marco histórico nacional no ano de 1992. Para quem gosta de conhecer mais sobre a história e a religiosidade local, vale a visita.

9 – Casa do Massa Barro

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A Casa do Massa Barro foi criada em 1982, como um esforço para promover a arte cerâmica. Os artistas são jovens, crianças e adolescentes que trabalham com argila para criar representações da flora e fauna do Pantanal. Os produtos artesanais da Casa do Massa Barro são conhecidos em outros países. E a imagem de São Francisco em uma casca de árvore nativa é uma das peças mais marcantes.

10 – Santuário Nossa Senhora Auxiliadora

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Foto: Missão Salesiana de Mato Grosso

Uma escultura em madeira de tamanho real de Cristo na Cruz, criada pelo artista local Burgo, que na época era amigo de Pablo Picasso, está alojada dentro do Santuário, que foi construído em 1899. Foi declarado um marco histórico nacional em 1992.

Hospedagem em Corumbá para curtir o melhor do Pantanal

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Se você quer vivenciar de perto toda a história e atrações que Corumbá oferece aos turistas, vale a pena optar por uma hospedagem que proporcione conforto, tranquilidade e segurança para aproveitar ao máximo sua viagem. Para isso, o Clube Candeias dispõe de uma unidade própria em Corumbá, o Candeias Gold Fish.

A unidade conta com piscina, estacionamento, wi-fi gratuito em áreas públicas, ar condicionado, sala de jogos e muito mais. O Candeias Gold Fish fica em uma localização estratégica, com direito a uma vista histórica para o rio Paraguai e proximidade dos pontos turísticos de Corumbá. São apenas 3 km do centro, 2,7 km do Forte do Junqueira e 3,2 km da estátua do Cristo Redentor.

Saiba mais sobre as vantagens em ser associado do Clube Candeias e faça sua reserva para conhecer o melhor de Corumbá!

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Tags: clubecandeias, corumba, goldfish, historia, matogrossodosul, pantanal, rioparaguai


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